quinta-feira, 7 de julho de 2011

O que é "Foucault e a educação"?

Qual a relação de Foucault com a educação? Uma relação óbvia é posta pelo tema do poder. Foucault estudou e descreveu práticas disciplinares. A escola é um lugar chave para “disciplinas”. Assim, estudar o poder na escola, o que se faz nas práticas pelas quais o poder que se faz sentir no âmbito escolar, é algo tem tudo a ver com Foucault.  A questão é saber por qual razão se faz isso?
A melhor razão ainda é a do próprio Foucault. E isso é visível quando perguntamos a Foucault no que ele esteve interessado.
A resposta de Foucault sobre seus interesses foi só uma: o sujeito. A modernidade se preocupou com o sujeito como instância na qual o conhecimento se dá. Caso tenhamos que estudar o conhecimento, então, para os modernos o melhor seria estudar, antes, aquele que conhece – o sujeito. Os filósofos modernos, todos eles, elaboraram o seu desenho de sujeito – o seu mapa do eu. Assim, se há falhas no conhecimento, elas devem ser procuradas antes na instância que conhece que propriamente na narrativa que mostra o conhecido. Foucault entendeu muito bem esse objetivo dos modernos. Mas ele reconsiderou o problema da seguinte maneira: talvez eu não tenha que me preocupar com o sujeito como o local do conhecimento e o elemento que criva o que é o verdadeiro e o falso ou, ao menos, dá o crivo para julgar o verdadeiro e o falso, mas tenha mesmo de saber como é que criamos a figura do sujeito.
Foucault buscou contar a história da subjetividade. Para tal, procurou ver a constituição do indivíduo e, então, a partir daí, contar como a filosofia, por abstração, montou seu conceito de sujeito moderno. A hipótese de Foucault foi a seguinte: os mecanismos de poder, ou seja, as práticas disciplinares, ao longo de toda uma história da cultura e da civilização, buscaram fazer o que Nietzsche chamou de processo de tornar o homem um animal capaz de prometer e cumprir o prometido. Sendo assim, são as práticas disciplinares que forjam aquele que é “consciente de seus pensamentos e responsável pelos seus atos”, o sujeito, aquele que promete e cumpre. O homem assim promete porque a vida social implica em promessas. Cumpre por receios, medos, condicionamentos e, principalmente, culpa e angústia diante do possível arrependimento. Tudo isso, que é tipicamente o que preenche uma subjetividade, é o que se fez por meio de práticas disciplinares. Na escola, então, isso é mais que visível, uma vez que toda a educação moderna é, explicitamente, uma educação voltada para a criação do sujeito no indivíduo.
As práticas disciplinares passaram de violentas para sutis e, então, foram mais eficazes. Isso Foucault mostrou na sua visão história da modernidade. Essas práticas mostraram o que Foucault chamou de positividade do poder. O poder molda, é claro, mas não reprime no sentido do não deixar fazer; o poder se exerce no sentido de tornar o agente mais ativo do que é, fazendo o que é necessário para sua produtividade social enquanto sujeito que se constitui. A construção da identidade, dos sentimentos, das formas de consciência e dos modos de responsabilidades, ou seja, tudo que constitui um sujeito, é algo que, na escola, encontra um ambiente propício para acontecer.
Chegamos, então, na razão pela qual se pode estudar a escola, na ótica de Foucault, e ao mesmo tempo não sair dos objetivos pelos quais se estuda o poder, inclusive na escola. Foucault está preocupado com os processos de subjetivação. O exercício do poder, inclusive e sobretudo na escola, mostra esse panorama.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

sábado, 2 de julho de 2011

Voltaire e a história como investigação do progesso da cultura



Prof.: Epitácio Rodrigues

A vida François Marie Arouet, cognominado Voltaire (1694-1778), em muitos aspectos se assemelha às suas novelas: doenças, salões, admiradores, sarcasmo e críticas, prisões, amigos, mulheres e intensa produção intelectual. A própria relação desse livre pensador com a história começa de modo mais explícito por volta do ano 1734, quando, inesperadamente, um editor publica o manuscrito Cartas Filosóficas sobre os Ingleses, escrito por Voltaire durante o seu exílio na Inglaterra e no qual exalta a tradicional inimiga do seu país, elogiando a liberdade de expressão dos ingleses e a ausência de perseguição religiosa aos escritores. Ali Thomas Hobbes podia filosofar com uma audácia que na França o teria levado à prisão; John Locke podia elaborar uma teoria do conhecimento que desprezava o sobrenatural e afirmar que o conhecimento é fruto da nossa experiência. Enfim, pensadores e cientistas não eram obrigados a aceitar verdades absolutas.
A publicação do manuscrito tornou Voltaire, sem que ele esperasse, um perigoso crítico dos costumes nacionais. A reação do parlamento francês foi imediata: condenou o livro, considerando-o escandaloso, contrário à religião, à moral e ao respeito devido às autoridades. Como Voltaire já sabia, por experiência própria, que uma das diferenças entre a Inglaterra e a França era que nesta última tinha a Bastilha, temendo ser preso uma segunda vez, resolveu fugir, levando consigo a jovem Emília Breteuil, então marquesa de Châtelet. Ambos se refugiaram no Castelo de Cirey, propriedade da marquesa.
A marquesa de Châtelet era uma mulher de extraordinária inteligência e começou a tecer duras críticas à forma como se escrevia a história. Considerada por ela como um velho almanaque formado por uma grande confusão de pequenos acontecimentos justapostos sem conexão nem seqüência; relatos de batalhas inúteis que nada resolvia, cuja única função era sobrecarregar o espírito de quem os lia, sem porém ilumina-los. Estas considerações encontraram grande sintonia com a visão de Voltaire, para quem o sentido da história não estava num amontoado de acontecimentos, datas e batalhas. Essa forma de escrever a história, segundo ele, era peça pregada aos mortos, na qual se transformava o passado, adequando-o aos desejos de quem escrevia e assim a única finalidade da história era provar que qualquer coisa pode ser provada pela história.
Voltaire, porém, não ficou só na denúncia. Suas críticas o levaram a buscar uma superação desse modo de se fazer história. A primeira coisa a fazer era aplicar a filosofia à história e rastrear, para além do fluxo de eventos políticos, a história da mente humana. Assim, Voltaire empreendeu uma acurada pesquisa sobre a verdadeira história da civilização. Segundo ele, “a história é a narração de fatos verdadeiros” e defende: qualquer certeza que não se submeta a uma demonstração matemática não passa de simples probabilidade. A historia se enquadra nesse gênero. Essa insistência sobre uma exatidão matemática dos fatos volta a ser reclamada quando fala sobre o método como se deve escrever a história no seu tempo, pois se dos historiadores antigos a ênfase estava sobre o estilo, a eloqüência, Voltaire defende uma ampliação no campo de compreensão e maior preocupação com a exatidão dos fatos. Dirá textualmente:

Dos historiadores modernos exigem-se mais detalhes, fatos mais constatados, datas precisas, autoridades, mais atenção aos costumes, às leis, aos usos, ao comércio, às finanças, à agricultura, à população. Passa-se com a história o mesmo que com a matemática e a física: a estrada alongou-se prodigamente. Nos dias de hoje, é mais fácil fazer uma coletânea de jornais do que escrever a história (DICIONÁRIO, p. 275)

Por isso, leu tudo que encontrou sobre o assunto do seu interesse; estudou incontáveis volumes de memórias; escreveu centenas de cartas aos sobreviventes de acontecimentos importantes. Desse período, são considerados estudos preparatórios: História da Rússia, História de Carlos XII, A Era de Luis XIV e A Era de Luis XIII.
Voltaire precisava de um fio condutor, um princípio a partir do qual pudesse unificar os fatos. Nessa busca chega à consciência de que o princípio unificador é a história da cultura. Batalhas, revoluções, conquistadores e conquistados eram fatos comuns a toda história. Por isso, dirá:

Quero escrever uma história, não de guerras, mas da sociedade; e apurar como viviam os homens no seio de suas famílias e quais eram as artes que costumavam cultivar.(...) Meu objetivo é a história da mente humana, e não um mero detalhe de fatos insignificantes; tampouco me preocupo com a história de grandes senhores...; mas quero saber quais os passos pelos quais os homens passaram do barbarismo para a civilização. (VOLTAIRE, apud DURANT, 1996: 218)

O intenso trabalho de Voltaire resultou no monumental Ensaio sobre os Costumes e o Espírito das Nações e sobre os Principais fatos da História, de Carlos magno a Luis XIII. Esse livro é considerado o primeiro grande trabalho histórico moderno. Dentre outras coisas, coloca de lado o direito divino dos reis, e as instituições eclesiásticas dentro do tempo, negando-as como obra direta de Deus. E a própria Europa e o cristianismo aparecem como um detalhe dentro história mais geral da espécie humana, na qual incluía os grandes impérios da China, e outras religiões como o budismo.
Em suma, pode-se dizer que Voltaire, além de elucidar o valor da pesquisa séria e sistemática das fontes, dá um novo impulso no desenvolvimento da história e da filosofia da história, quando traça para aquela um novo campo de abrangência e um novo sentido, deixando de ser crônicas de batalhas e conquistas e torna-se a história do progresso da cultura, que se dá à medida que os homens vão se desenvolvendo pela luz natural da razão. Voltaire rejeita a tese da providência ou presença do sobrenatural; para ele, a condução da história é responsabilidade humana e tem no homem seu único protagonista. Will Durant dirá que “Voltaire produziu a primeira filosofia da história”, na medida em que abandonando as explicações sobrenaturais, expôs de forma sistemática “os fluxos de causação natural no desenvolvimento da mente européia”. (DURANT, 1996: 218).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SOCIOLOGIA E A PESQUISA SOCIAL


(TEXTO 1 º ANO DE SOCIOLOGIA, 2º BIMESTRE)
A questão do método em Ciências Sociais
O termo método, a partir de René Descartes e Galileu Galilei, passou a designar um conjunto de regras e procedimentos para dirigir a razão nas investigações científicas. De fato, o descrédito de Descartes em relação às ciências humanas, a sua busca por idéias claras e distintas e as contribuições de Galileu foram o pontapé inicial para uma colocação das ciências da natureza como paradigma para todo o conhecimento científico. Assim, o conhecimento passou a ter como critério de plausibilidade a eficaz aplicação do método científico experimental, que consiste em submeter o objeto de estudo às seguintes etapas: observação e hipótese, comprovação da hipótese, experimentação, generalização.
O surgimento das Ciências Sociais, a partir do século XVIII e XIX, encontrou dois desafios: por um lado, o desejo de apresentar um conhecimento da sociabilidade humana, que não estivesse alicerçado nas teorias abstratas da filosofia metafísica nem nas explicações religiosas das teorias teológicas; por outro lado, as Ciências Sociais, no estudo de seu objeto, careciam de um método que fosse tão respeitado e eficaz quanto o método das ciências da natureza.
As Ciências Sociais ou Humanas encontraram muita resistência e dificuldade no meio científico quanto ao seu estatuto epistemológico como ciência, pois o estudo do comportamento humano em sociedade apresentava alguns problemas de caráter metodológico, o que dificultava o seu enquadramento no paradigma estabelecido pelas ciências da natureza. Por exemplo: como manter a objetividade, exterioridade e imparcialidade necessária para garantir o rigor das conclusões quando o objeto de conhecimento é o próprio homem? Como realizar ou controlar experimentalmente os diferentes fatores que influenciam o comportamento humano em sociedade? Como determinar ou generalizar como certo a previsibilidade de um comportamento humano quando o objeto de conhecimento é um ser consciente e livre? O máximo que se pode falar é em probabilidade ou tendências.
O conhecimento do homem enquanto ser social devia ter como instrumento de pesquisa um método que pudesse comprovar de modo seguramente cientifico as conclusões dos cientistas da sociedade. Mas, era impossível aplicar ao estudo do homem o mesmo método das ciências da natureza, visto que o comportamento humano é complexo e muito diversificado. Diante dessas dificuldades, muitos teóricos saíram na defesa da possibilidade de uma investigação rigorosa, metódica e eficientemente científica da realidade social do homem, dentre eles destacam-se Émile Durkheim, Marx Weber, Karl Marx.

2.1 A pesquisa Social
Abstendo das nuances do debate, basta-nos o conhecimento de alguns procedimentos metodológicos usados na pesquisa social, principal recurso metodológico usado no estudo da realidade social. Por pesquisa social se entende o processo de utilização da metodologia científica com o objetivo de obter novos conhecimentos no campo da realidade social, entendendo por esta todos os aspectos concernentes ao homem, concretamente considerado, e o conjunto de suas relações com outros indivíduos e instituições sociais.
A pesquisa social pode ter um caráter meramente intelectual, também chamada de pesquisa pura, pois visa, de modo imediato, apenas a aquisição de um conhecimento intelectivo, sem uma preocupação de aplicar os resultados à transformação social. Essa pesquisa assume uma característica acentuadamente formal e objetiva à generalização para construção de leis e teorias. Mas, existe também a pesquisa social de ordem prática ou aplicada, cuja característica fundamental é a preocupação em utilizar os conhecimentos e conseqüências práticas para a interferência na realidade social.

2.1.1. Tipos da pesquisa Social
Eis, segundo Antonio Carlos Gil, alguns dos tipos de pesquisa utilizados por psicólogos, sociólogos, e outros pesquisadores sociais:
a) Pesquisas exploratórias: tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, visando a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. De todos os tipos de pesquisa, estas são as que apresentam menos rigidez no planejamento e envolvem levantamento bibliográfico, documentais, entrevistas, estudos de casos etc.
Objetivos: proporcionar uma visão geral, de tipo aproximativo, sobre determinado fato, especialmente quando o tema escolhido é pouco conhecido ou explorado.
b) Pesquisas descritivas: tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Uma de suas características mais significativas é a utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. As que mais se destacam são as que objetivam estudar as características de um grupo: distribuição por idade, sexo, procedência, escolaridade etc. São também usadas para mostrar questões sociais como o atendimento dos órgãos públicos, o acesso a habitação, a taxa de criminalidade etc.
c) Pesquisas explicativas: estas têm como preocupação central identificar as causas ou os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos sociais investigados. Esse tipo de pesquisa é o que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão das coisas.

2.1.2. Procedimentos metodológicos em Pesquisa Social
A partir do texto de Cristina Costa, vamos apresentar, resumidamente, alguns dos procedimentos mais utilizados na Pesquisa Social.
a)Observação: técnica de pesquisa em que o cientista, guiado por uma metodologia, por conceitos e indicadores correspondentes, coleta, seleciona e ordena dados da realidade a fim de tentar explicar sua gênese e suas características. A observação é tão importante nas ciências sociais como nas demais ciências. Observar significa separar, em meio à complexa vida social, aquilo que é circunstancial e periférico daquilo que é essencial e diz respeito ao problema investigado.
O processo de observação, segundo Cristina Costa, possui três fases: os dados brutos (a fase de reunião de uma massa de dados considerados importantes); a codificação (que consiste na compilação e classificação dos dados); e a tabulação (os dados são dispostos e organizados de acordo com a significância e encadeados numa ordem lógica que permite visualizar ou verificar as relações de diferenças e semelhanças entre eles).
A autora cita dois tipos de observação: observação em massa e observação participante.
A observação em massa: quando se observa o comportamento de uma grande população em relação a um conjunto determinado de fatos. A observação em massa permite a convocação de voluntários para ver e relatar pormenorizadamente situações específicas, registrando opiniões e declarações dos indivíduos envolvidos nas situações observadas. Esse método de observação direta varia de acordo com o problema investigado. É importante que o investigador seja previamente preparado, pois a precisão da observação depende mais do seu preparo e pressupostos teóricos do que do número de observações e indivíduos observados.
A observação participante distingue–se da anterior, na medida em que pressupõe uma interação entre investigador e o grupo pesquisado. Nesse caso, ele deixa de ser um mero observador externo e passa a ter parte ativa nos acontecimentos. A interação radical entre o investigador e o seu objeto de estudo, embora elogiada por alguns cientistas sociais, ela tem sido criticada por muitos pesquisadores que acreditam mais na eficácia de uma pesquisa que resguarde a objetividade científica.
b)      Experimento: é uma técnica de pesquisa que, se inspirando nas experiências laboratoriais das ciências da natureza, procura “isolar” da realidade concreta um grupo de pessoas e os submete a situações previamente estabelecidas, a fim de nelas observar algum comportamento específico. Para isso, cria-se um ambiente artificial que possibilite a observação de um determinado comportamento e também se escolhe um grupo de pessoas que seja mais ou menos homogêneo em relação a certas características (idade, sexo, camada social e nacionalidade) e permita controlar a influencia dessas variáveis sobre o comportamento que se deseja investigar. A vantagem do experimento é que possibilita uma economia tempo e também um maior controle sobre a interferência de variáveis intervenientes como heterogeneidade grupal etc.
c)O questionário: trata-se de uma das técnicas de pesquisa mais comuns, econômicas e simples de pesquisa social. Ela se faz necessária, sobretudo quando o cientista não dispõe de dados previamente coletados pelas instituições públicas sobre determinadas características da população e quando se deseja obter levantamentos específicos: aspectos, opiniões e comportamentos etc. Para a elaboração de um questionário de pesquisa social é preciso ter alguns cuidados: primeiro, as perguntas devem ser fáceis, claras e conexas; não podem induzir os interrogados a responder conforme aos interesses subjetivos do pesquisador; o questionário não pode ser extenso e deve partir de perguntas simples como idade, sexo, profissão, nacionalidade aos temas mais específicos. Um questionário pode ter perguntas abertas, quando o interrogado pode responder da forma que desejar ou perguntas fechadas, neste último caso o interrogado escolhe entre as várias opções de resposta previamente elaboradas.
O questionário, como técnica de pesquisa social, apresenta dados mais seguros quando submetido a uma fase de testagem prévia e sucessivas aplicações, com a finalidade é adequar as perguntas às informações que se quer obter. A aplicação de um questionário oferece uma gama de variações e possibilidades, de acordo com o interesse e o assunto pesquisado, por exemplo: o anonimato ou identificação do investigado, aplicação pessoal ou indireta pelos correios ou outro instrumento de comunicação.
d)     A Entrevista: esta é outra técnica ou procedimento a que o investigador recorre para conseguir opiniões, fatos ou testemunhos sobre determinada questão. Na entrevista, o pesquisador escolhe as pessoas indicadas por algum dos métodos de amostragem e faz um demorado interrogatório ou exame, normalmente gravado, e os resultados passam por uma análise em função da pesquisa. Como método de pesquisa, a entrevista objetiva a captação de dados, como opiniões, comportamento efetivo dos indivíduos diante de uma situação determinada. Para conseguir êxito e não fugir aos seus objetivos, o investigador deve formular as questões previamente, e ter um certo treino para obter a confiança do entrevistado e também para evitar que ele influencie nas declarações do entrevistado.
e)Amostragem: é o processo de no qual uma parte da população de uma cidade, de um estado ou de um país é selecionada para se fazer parte de uma determinada pesquisa. Existem basicamente dois tipos de amostragens: a aleatória e a proporcional. No primeiro caso, o pesquisador, não dispondo de dados estatísticos das camadas que compõem o grupo populacional a ser estudado, faz um sorteio aleatório dos indivíduos para a investigação. Já na pesquisa por amostragem proporcional, o pesquisador, tendo conhecimento prévio da composição populacional por categorias (sexo, idade, estado civil etc), seleciona por estratos e em igualdade proporcional os entrevistados, tentando reproduzir em menor escala, isto é, proporcionalmente, as categorias que compõem o grupo.
(Texto adaptado para a sala de aula a partir de Pérsio Santos e Cristina Costa)

Ensaio SOBRE A OPINIÃO

“Ah, como uma cabeça banal se parece com outra! Elas realmente foram todas moldadas na mesma forma! A cada uma delas ocorre a mesma ide...